sábado, 22 de fevereiro de 2014

Web livro :Mundo Sombrio ( Capítulo 04 )


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Capitulo 4 – A festa.

  Chegando há praça juntamente com a rainha Meliamne, Alice notou que já havia uma significativa aglomeração de pessoas, na verdade de elfos de todos os tipos. E então se lembrou de que Gollvaethor dissera que estaria na fonte esperando por ela.
- Rainha Meliamne! Posso pedir uma coisa?
- Sim Alice, pode falar.
- É que preciso me encontrar com uma pessoa – Falou a menina – Então, se você não se incomodar...
- Claro que não me incomodo querida, pode ir! – Falou a rainha – E mais uma coisa, Relacionamentos entre elfos e humanos são proibidos...
- Mas eu não... – Interrompeu a garota – Eu não tenho a intenção de...
- Fique tranquila Alice – Interrompeu-a a rainha – Eu também não concordo com essas regras bobas, é só não deixar ninguém saber!
- Rainha Meliamne, eu não... – E desistiu de tentar explicar – Tudo bem.
- Tchau garota! Divirta-se!
-Pode deixar – Disse ela, e saiu, dirigindo-se a fonte.
   Chegando à fonte, viu que não havia ninguém lá, então decidiu que iria esperar, pois havia chegado razoavelmente cedo, e a festa ainda nem havia começado. Esperou e esperou, até que viu uma figura masculina com orelhas pontudas se aproximando, perto o bastante para que percebesse que não era Gollvaethor, e sim Kaléc, que estava com um cachecol azul que parecia fazer parte do seu cabelo. Ele, pensou Alice, não fazia a mínima ideia do significado de moda.
- Oi Alice! – Cumprimentou-a Kaléc – O que faz aqui?
- Estou esperando Gollvaethor – Disse ela – Ele disse que me esperaria aqui, mas até agora não chegou.
- Elfos escuros... – Sussurrou baixinho, meio que para si mesmo.
- Oque? Elfos escuros?
- Tudo bem - Falou Kaléc – Sinto que você é confiável, acho que devo contar-lhe a verdade.
- Ha ha ! Acho que sou mesmo – Falou Alice - Você é a segunda pessoa que me diz isso hoje. Pode falar se quiser.
- Tudo bem, mas acho melhor você sentar, pois a história é longa!
“Gollvaethor nem sempre foi um de nós, ele pertencia a uma raça inferior e totalmente sombria, os elfos escuros. E ele e sua irmã Naeret, nasceram um pouco diferentes do resto da raça. Como todos nós elfos aprendemos desde pequenos, ou elfos escuros tem a pele escura e seus cabelos são brancos, e como você já pôde perceber Naeret e Gollvaethor tem a pele totalmente pálida, e seus cabelos são escuros. A chance disso acontecer entre elfos escuros (segundo o meu livro de ciência élfica) é de dois em mil anos. Essa diferença lhes trouxe muitos problemas, um deles era a humilhação e repressão constante que sofriam por parte das outras pessoas do clã. Não muito tempo depois, sua mãe, a única pessoa que eles ainda amavam, veio a falecer, e quando Naeret tinha doze anos e Gollvaethor dez, eles não concordavam com os princípios e as maldades feitas pelos elfos escuros, isso e mais outros motivos, foi o que os levou a sair de casa e vir parar aqui. A principio ficamos meio acanhados em recebê-los, pois pertenciam a outra raça élfica, mas depois de saber sobre sua história aceitamos a sua estadia. Conforme foi crescendo, Gollvaethor se destacou mais que qualquer um no arco e flecha, e Naeret sabe manusear perfeitamente uma harpa mágica ou conjurar feitiços. Mas não acho que eu deva confiar neles. “
- Mas por quê? Eles parecem ser boas pessoas – Falou Alice – E como você mesmo falou, nenhum dos dois concordava com os princípios dos elfos escuros.
- Mas quem já foi um deles, nunca deixa de ser o que é. – Falou o elfo – Em minha opinião você deveria se afastar dele, vai acabar te trazendo problemas.
- Prefiro me arriscar – Disse ela – Aliás, porque será que ele está demorando tanto?
  Gollvaethor já estava se aproximando do local, mas só era visível do ponto de vista de Kaléc, que mantinha os olhos fixos nele, Alice se virou para ver o que tanto tirava a atenção do garoto, o que não foi possível, pois Kaléc segurou-a pelo braço, forçando-a a olhar pra ele, nesse instante, ele se inclinou para ela e beijou-a. Os lábios dele abriam e fechavam os dela, em um movimento uniforme e suave, mas ao mesmo tempo desagradável, era como se alguma coisa estivesse sendo tirada dela. Não era o que queria, não era quem queria, não para o seu primeiro beijo. Então o empurrou, afastando-se dele, a primeira coisa em que pensou foi em Gollvaethor, como ele deveria estar se sentindo, tudo bem, se conheciam há apenas um dia, pensou, mas não era justo marcar um encontro com uma pessoa, e chegar e perceber que ela está beijando outro cara. E ela simplesmente não ia deixar barato para Kaléc.
- Porque você fez isso? – Perguntou a menina.
- Há há ! Então você não gostou?
- Não é isso seu idiota! – Disse ela – Você só fez isso porque o Gollvaethor estava vendo.
- Tirou as palavras da minha boca – Falou Kaléc – Quem liga para aquele elfo escuro?
- Tudo o que você tem é inveja dele, das muitas coisas e habilidades que ele conquistou, mesmo sendo oque é. – E bateu com tudo no rosto de Kaléc, deixando marcas vermelhas de dedos finos.
- Alice, eu não sabia que você...
   Mas não teve chance de terminar a frase, pois Alice havia corrido para procurar Gollvaethor. Aparentemente a festa já havia começado, pois já era possível avistar mulheres com vestidos feitos de flores e outros com esmeraldas, e homens com seus elegantes trajes de gala, e lembrou-se do quanto era difícil correr com saltos tão altos. Felizmente encontrou Gollvaethor em um ponto um pouco isolado, sentado em baixo de uma árvore com galhos inclinados para frente, e folhas que formavam uma espécie de cortina verde.
- Oi – Era a única coisa que podia falar.
- Oi – Respondeu ele, e indicou um lugar em meio á grama para que se sentasse, e ela o fez.
  E ficaram em silêncio por longos e intermináveis minutos, até que Alice resolveu fazer uma pergunta que estava presa na garganta.
- É verdade? – Sibilou – que... Você...
- Que eu oque?
- É verdade que você é um elfo escuro? – Deixou escapar.
- Sim, quem falou isso á você?
- Kaléc, ele disse que você e Naeret eram um pouco diferentes do resto deles.
- E somos, desde pequenos nunca concordamos com os métodos deles – Disse ele – Então, nossa mãe, que também não concordava, foi taxada de traidora, e enviada á uma missão suicida, aonde veio a falecer. Depois disso nós passamos a morar com um tio, apanhávamos todos os dias, sem exceção, foi quando decidimos fugir, e viemos parar aqui.
- Mas eu não entendo – Falou Alice – Por que Kaléc tem tanta raiva de você?
- Isso você vai ter que perguntar para ele, por que sinceramente eu não sei.
- E... Porque você correu quando nos viu na praça?
- Acho que não seria certo dizer “Você sabia que eu gostava de você” em uma situação em que os sujeitos se conhecem a menos de vinte e quatro horas – Disse ele, e suas bochechas enrubesceram – Mas, acho que gosto mesmo de você, é bem corajosa, para uma humana.
- Você acha? –Disse ela – Quero dizer... Que bom que você acha!
- Há Há! Você é meio confusa às vezes, gosto disso.
- Acho que – Ela já estava começando a se sentir desconfortável com aquele clima – Deveríamos voltar para a festa.
- Boa ideia, cantar parabéns pra uma fênix – Disse ele com um tom de ironia – Parece ser muito divertido, não acha?
- Tudo bem, podemos ficar aqui. Só mais um pouco – Alertou.
- Então, oque você gosta de fazer no tempo livre? – Virou-se para encarar a garota.
- Espera, isso é um encontro? – Perguntou ela. Já estava ficando toda vermelha.
- Acho que sim – Falou o elfo – Deve estar sendo incrível para você, a idéia de estar saindo com um elfo, principalmente um tão atraente quanto eu – E sorriu.
- Por favor, não se gabe tanto.
- Foi mal – Deu de ombros.
- E, respondendo a sua pergunta – Falou Alice – Eu quase sempre jogo vídeo game ou fico assistindo animes ou doramas até tarde.
- Não faço ideia do que signifique isso – Ele parecia realmente confuso – Quando eu não tenho nada para fazer, geralmente eu treino arco e flecha. Sabia que eu já consegui o título de melhor arqueiro do reino inteiro?
- Acho arco e flecha legal – E uma ideia veio á sua mente – Ei! Será que você poderia me ensinar?
- Claro! – Ele parecia bastante animado com a ideia – Podemos começar amanhã quando o sol nascer. Tem um lugar que só eu sei onde fica, e é perfeito pra treinar. Oque você acha?
- Pode ser – Disse ela – Agora... Vamos para a festa? Por favor, eu quero muito ver uma fênix!
- Tudo bem, se você insiste.
   Levantaram-se, e foram para o local onde a festa estava sendo realizada. Agora, notou Alice, havia muito mais pessoas, todas com suas orelhinhas pontudas, e seus olhos diferentes. Pela primeira vez naquele lugar, sentiu-se como se estivesse em casa, e certamente achava aquele mundo muito mais interessante que o dela. No centro da praça, ao lado da fonte, estava a graciosa fênix da rainha, essa por sua vez, estava segurando uma coroa maior que suas duas mãos juntas, e pronunciava algumas palavras em homenagem á fênix.
- Parabéns minha princesa, pelos seus dois mil anos de vida – E colocou a coroa na cabeça do bicho, que respondeu com um gesto de carinho para com a rainha. Muitas pessoas a cercavam, e algumas até choravam de emoção.
- A rainha nuca teve filhos, então faz tudo pela sua fênix de estimação – Disse Gollvaethor, dirigindo-se á Alice – Às vezes tenho pena dela.
“Isso é por que ele não sabe da verdadeira história da rainha, pensou Alice”.
- Vamos pegar algumas bebidas naquela mesa ali, eu estou com sede – Disse ela, apontando para a mesa que ficava no canto esquerdo da praça.
- Vamos – Falou Gollvaethor, com um sorrisinho no rosto quando chegaram à mesa – Você vai adorar, é bebida feita pelos Góblins, pode causar alucinações bizarras, eu acho divertido. Quer provar?
- Por que não, não é?
    E pegaram dois copos, onde se concentrava um liquido prateado espesso.      Quando bebeu, Alice sentiu uma leve tontura, e quando percebeu, ela e Gollvaethor estavam dançando na frente de todas aquelas pessoas, e sua música favorita tocava, em seguida, Gollvaethor desapareceu, e deu lugar a um unicórnio, que lhe oferecia bolinhos e chá enquanto dançava. Depois disso, tudo ficou preto, e ela não viu mais nada.

  Ele se sentia tonto, e não se lembrava de nada que havia acontecido na noite passada. Seus olhos ainda estavam fechados, e ele percebeu que estava tocando em algo macio e redondo, e apenas quando abriu os olhos pôde saber do que se tratava, e afastou rapidamente as mãos, mas não antes que Alice acordasse e visse o que ele estava fazendo. Os dois se entreolharam, e tudo o que conseguiram fazer foi gritar de susto.
- Até que enfim vocês dois já acordaram, pensei que iriam ficar dormindo o dia inteiro – Falou Naeret, que tinha acabado de entrar no quarto.
- O que aconteceu com a gente ontem? – Perguntou Alice.
- Vocês tomaram bebida de Góblin de mais, e desmaiaram – Disse Naeret, que parecia estar se divertindo com a situação – Então, já que vocês ficavam tão fofinhos juntos, resolvi coloca-los aqui. E se vocês acordassem no meio da noite e...
- Não precisa falar! Nós já entendemos! – Os dois falaram ao mesmo tempo, formando um coro.
- Aliás – Falou Gollvaethor – Que horas são?
- Quase quatro da tarde – Afirmou Naeret, olhando para seu relógio de pulso.
- Gollvaethor! Você disse que me daria aulas de arco e flecha ao amanhecer! – Exclamou Alice.
- Então, é melhor irem logo, antes que anoiteça – Alertou Naeret.
- Naeret! – Exclamou Alice ao ver o que estava vestindo, enquanto levantava-se – O que significa isso?
     Ela estava vestindo shorts de pijama mais curtos que o normal, e uma camiseta com o desenho de um arco-íris, e no final dele um unicórnio. E estavam escritas as seguintes palavras: “Yeah! Rock elf!”.
- É o meu pijama – Disse ela – Você não podia dormir com aquela roupa. E até que ficou fofinho em você.
- O que significa “Yeah! Rock elf”? – Perguntou Aice.
- É a banda de rock do meu namorado – Falou Naeret.
- Alice, estou pronto! – Falou Gollvaethor, o que a fez se perguntar se os elfos utilizavam de magia até para se trocar. – Estarei esperando por você na sala de estar. – E retirou-se do local.
- Legal, elfos curtem rock – Falou Alice, enquanto vestia uma calça jeans e uma camiseta de Naeret, que se encaixavam perfeitamente nela.
   Quando terminou, se dirigiu até a sala de estar, onde encontrou Gollvaethor, que segurava dois arcos e uma aljava, que continha várias flechas. Depois de se despedirem de Naeret, que fez as devidas recomendações que uma irmã mais velha faria, seguiram para o tal lugar secreto de Gollvaethor.
- Já estamos chegando não é? – Perguntou Alice, estupefata – Nós já estamos andando á duas horas, e nada!
- Acho que eu já estou avistando a floresta – Alertou-a.
- Porque não podíamos vir com Tritanus? Seria muito mais rápido, e menos cansativo.
- Nem ele poderia saber onde fica, eu já disse, é secreto.
- Se ele não pode saber – Disse ela – Porque eu posso?
- Porque sinto que posso confiar em você.
- Acho que pode confiar mesmo – Disse ela – Pois você é a terceira pessoa que me fala isso.
- Chegamos – Falou Gollvaethor, ignorando sua afirmação.
    Estavam em meio a uma floresta que fez Alice coçar os dedos para pegar lápis e papel e desenhar o que estava presenciando. O lugar parecia demasiadamente sombrio, árvores secas se entrelaçavam umas nas outras, tornando o lugar completamente escuro, e sem qualquer luz natural, um lugar nada agradável para treinar.
- Você tem certeza que quer treinar nessa floresta dos horrores? – Perguntou-lhe Alice.
- Esse não é o lugar – Disse ele – Aqui é território Orc, de maneira alguma poderíamos treinar aqui.
- Então treinaremos aonde?
- Em uma dessas árvores há um portal – Disse ele – Que leva á um lugar que ninguém conhece, é lá que iremos treinar.
- Um mundo mágico dentro de um mundo mágico – Disse ela – Quem diria.


  Espero que tenham gostado !! Não esqueçam de comentar !!

Por: Giovanna Berson



15 comentários :

  1. Adorei *---* gente amei aceita afiliação?? amo seu blog e queria ter você lá na minha elite aceita?? se sim segue o blog e comenta lá ok pra mim te colocar... bjss
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  2. Que legal!! =)
    Bom domingo.
    Beijos,
    Julie | http://www.juliechagas.com/

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  3. Amiga que lindo texto espero o próximo.
    tenha uma semana abençoada.
    Blog: http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br
    Canal de youtube: http://www.youtube.com/NekitaReis

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  4. Adorei, muito criativo!

    http://dr-eaming.blogspot.com.br/

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  5. Oiii! Não tinha lido os capítulos anteriores ainda pois estava um tempinho fora da blogosfera, mas já voltei e já li todinhos hahahahah tá muito criativo, continua :3
    coff-cake.blogspot.com

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  6. Ameei, não tinha lido os capítulos anteriores, vou reservar um tempinho para ler os anteriores ♥, Amei o seu blog viu ??, já estou seguindo, Beijão e Muito Sucesso ♥ ♥ ♥...

    http://coisas-milly.blogspot.com/

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  7. É você que esta escrevendo a série de textos?
    Se for, meus parabéns.

    Uma ótima semana, G.R ♥
    http://gabriellyrosa.blogspot.com

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  8. Bem legal!
    http://surejustnot.blogspot.com/

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  9. Arrasou no texto!!!

    - Resenha nova no blog sobre um esfoliante bombástico ;)

    Beijoss *-*

    ==> Blog Resenhas da Pâm

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  10. haha, sempre da pra adaptar um pouco ao seu estilo, você poderia adaptar destrua este livro ao mundo dos animes, mangas e tals . ia ficar lindo.

    Abraços, Edwin.
    www.oquefaltou.com

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  11. Adorei, você tem imenso jeito para escrever!!!
    Obrigada por seguir, eu tentei seguir mas não consegui. Eu vou voltar a tentar, ok??
    Venha ver os novos posts do blog e de deixar um comment!! Fico à sua espera!!!
    Beijos :)
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  12. Wowwwwww, que história foda. Quantos elfos, quantos nomes bonitos UHAUHAHHAU adorei!

    Beijos! http://sugar-dance.org/blog

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  13. Muito legal eu comecei a acompanhar e adorei a historia!

    Beijos Jéssica R. Coelho BLOG

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  14. Vou ver os anteriores !

    Fiz meu blog recentemente, para poder compartilhar meu emagrecimento e minha atual vida saudável!
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    Vai ser um prazer te retribuir !

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